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NOVAS ARQUITETURAS DE TI
Visão retrospectiva e tendências para a TI (parte 1)
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| NOVAS ARQUITETURAS DE TI
Visão retrospectiva e tendências para a TI (parte 1)

Para que tenhamos uma clara percepção das oportunidades atuais de uso da tecnologia da informação, é preciso colocar em perspectiva a evolução histórica e as tendências para todo o composto de tecnologias de interesse.

Mostramos diversas figuras a seguir que ilustram e sintetizam a visão retrospectiva e tendências do iGov para os diversos componentes. As figuras apresentam, em uma escala temporal abrangente, a partir da década de 60, as principais evoluções tecnológicas em cada um dos principais temas da tecnologia da informação.

Cada uma das figuras destaca, para cada nova tecnologia, o seu período de surgimento/ disseminação e o uso generalizado posterior. Neste artigo, vamos analisar as evoluções nas seguintes área da TI:

- Plataformas de processamento
- Comunicações
- Interfaces
- Linguagens de desenvolvimento para sistemas
- Dados, componentes e serviços

As seguintes áreas serão analisadas no próximo artigo:

- Sistemas e aplicações
- Processos
- Integração de processos e sistemas
- Integração da cadeia de valor

A visão em perspectiva nos possibilita analisar, de um panorama abrangente, as possibilidades atuais trazidas pela TI, e o posicionamento em que o iGov se encontra nessa evolução, de forma que se possa decidir sobre o salto tecnológico mais adequado em cada um dos aspectos apresentados a seguir.

 

Plataformas de processamento

Saímos do computador único central da década de 60, para o mainframe desde a década de 70; destes para os microcomputadores e redes na década de 80, e para o uso da internet e as redes virtuais (VPN) da década de 90. Começamos a evolução para uma rede única, sem fronteiras, a qual denominaremos aqui simplesmente NET – a união e unificação de todas as redes.

A rede única universal (Net) é caracterizada por um sistema de endereçamento dos recursos técnicos único, em que qualquer dispositivo (information appliance), seja um computador, um notebook, um palmtop, um servidor de rede, um automóvel, um aparelho de TV ou um refrigerador em casa, um portão eletrônico de controle de acesso, uma máquina em uma fábrica, um gerador em uma usina hidrelétrica, enfim, qualquer dispositivo que se queira acessar, controlar, acionar etc., fará parte dessa rede, sendo acessado por ela e podendo por meio dela acessar outros dispositivos.

É a grande convergência da conectividade total com padrões universais, que possibilitam uma forma completamente nova de integração em qualquer escala.

Evolução das plataformas de processamento

 

Comunicações

Na área de comunicações, evoluímos da comunicação ponto-a-ponto (inclusive sem fio, pois a comunicação de dados por radio já é bastante antiga) de décadas atrás, passando pela linha dedicada à transmissão de dados, pelas redes de comutação de pacotes, o uso da internet como base para a comunicação, e caminhamos pela comunicações sem fio com protocolos universais, que permitem que quaisquer objetos possam estar conectados a quaisquer outros objetos (computadores, automóveis, prédios, utensílios etc.) de forma livre e flexível, mantendo-se a completa integração desses objetos (a rede universal).

Os meios de transmissão de dados, que de início contemplavam somente a comunicação local por cabos, evoluiu para o uso de cabos compartilhados (telefone, TV a cabo, energia elétrica), emissões de rádio de baixa a alta frequência (satélites, redes privadas de rádio, telefones celulares etc.), emissões luminosas (infravermelho a ultravioleta) e laser etc.

Redes de rádio com padrão mundial de curta distância (Bluetooth, WiFi) hoje ocupam os lugares públicos, possibilitando conectividade imediata de qualquer dispositivo (especialmente notebooks, palmtops e celulares).

Evolução das comunicações

 

Interfaces

Na área de interfaces homem-máquina, evoluímos dos terminais baseados em caracter (como, os antigos terminais de fósforo verde), ao uso de interfaces gráficas cada vez mais evoluídas, utilizando as mais diversas tecnologias de exposição (radios catódicos, cristal líquido, plasma etc.).

Quanto às funcionalidades de interfaceamento, evoluímos das interfaces por caracter para a visão gráfica, depois por janelas (Windows). Entramos na era do browser, em que a dinâmica de relacionamento com conteúdos mudou completamente, para um processo de navegação baseada em links.

Atualmente, o portal corporativo é uma tecnologia de interface bastante utilizada, e estamos evoluindo cada vez mais para as interfaces baseadas em conexões de conhecimentos (neurais).

A evolução das interfaces homem-máquina

 

Linguagens de desenvolvimento para sistemas

As linguagens de programação evoluíram da simples programação seqüencial de ações, com tratamentos que antes eram essencialmente simbólicos, para construções de programas com frases de compreensão simples, até atingirmos linguagens muito próximas da linguagem humana, de um lado, e para o tratamento de simulações de processos mentais (inteligência artificial), de outro.

Sob outra perspectiva, as linguagens evoluiram do tratamento somente de procedimentos para o tratamento organizado de dados, linguagens para interfaces (principalmente Web), linguagens de integração. Hoje a nova tendência são as linguagens orientadas a processos (BPML - Business Process Modelling Languages).

Com as BPML, é possível partir diretamente da modelagem de processos para a construção automática de componentes/programas para suportar tais processos, sem o trabalho detalhista e altamente demandante de tempo e recursos da programação tradicional.
As linguagens orientadas a processos (BPML) integram as “suites” (conjunto de ferramentas) dos BPMS - Business Process Management Systems.

Evolução das linguagens de programação

 

Dados, componentes e serviços

Na dimensão dos objetos tratados, evoluímos dos antigos arquivos seqüenciais físicos de dados, nos quais era preciso refereciar a posição física em que cada série de dados se encontrava, para arquivos lógicos, nos quais a localização física passava a ser tratada diretamente pelo sistema operacional do computador.

Depois vieram os sistemas de bancos de dados. De início hierárquicos, isto é, com estruturas hierárquicas de conteúdos, evoluiram depois para os bancos de dados relacionais, em que a definição dos relaciomentos entre os diversos tipos de conteúdos trouxe grande facilidade para o desenvolvimento mais automático de sistemas, além de possibilitar consultas e emissão de relatórios sobre as bases de dados muito mais facilmente - inclusive pelo usuário final -, com padrões mundiais de referência para esse acesso (SQL - Structured Query Language).

A geração seguinte do tratamento de dados foi a dos sistemas gerenciadores orientados a objetos, em que um determinado objeto passava a ter não os respectivos conteúdos, mas também os processos sobre ou com ele operados, formando-se o conceito de componente autocontido (dados + processsos).

Esta foi a base para para o conceito de componentização, que é a tecnologia construtiva mais recente disponível, e que está se transformando em uma tecnologia revolucionária na medida em que passa a adotar padrões mundiais e plataformas abertas baseadas na internet.

Hoje estamos na era dos webservices, componentes disponibilizados na web, acessados de qualquer lugar a qualquer tempo, construídos com padrões mundiais que possibilitam total interoperabilidade, tanto de processos internos de uma organização como de processos de outras organizações, de forma simples e rápida.

Evolução de dados, componentes e serviços

Na segunda parte deste artigo analisaremos ainda as evoluções nas área da sistemas e aplicações, processos, integração de processos e sistemas, BPM - Business Process Management e integração da cadeia de valor.

 

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